Conheça os tijolos que prometem uma maior sustentabilidade a edificações perante abalos sísmicos

Engenheiros da Universidade Politécnica de Valência (UPV), na Espanha, criaram uma nova classe de tijolos com isolante sísmico, que objetivam proteger as paredes dos edifícios contra terremotos. Batizado de Sisbrick, o produto para uso exclusivo em paredes divisórias combina materiais, não divulgados, que absorvem os movimentos sísmicos horizontais e que suportam e mantêm cargas verticais.

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A instalação dos tijolos evita que a carga dos elementos divisórios seja transferida para a estrutura principal do edifício durante a ocorrência de abalos, o que reduz o risco de impacto de terremotos sobre a integridade estrutural das construções. O produto também reduz significativamente a tensão entre as vigas e pilares e as paredes.

De acordo com os testes, se dispostos de maneira específica e calculada, é necessária uma quantidade relativamente pequena dos tijolos especiais para atingir o isolamento sísmico. Os estudos mostraram que paredes de partição que incorporam Sisbricks podem absorver movimentos horizontais três vezes mais fortes do que as que utilizam tijolos convencionais.

O produto já patenteado pela UPV está sendo testado no que diz respeito aos isolamentos térmico e acústico, a fim de cumprir as especificações normativas. Agora, a instituição está a procura de investidores para viabilizar a fabricação e comercialização do Sisbrick.

Fontes:

Téchne

UPV

Sistemas Siemens garantem segurança do túnel ferroviário mais longo do mundo

O túnel ferroviário mais longo do mundo, “São Gotardo”, com 57 quilômetros de comprimento, foi inaugurado em junho de 2016 na Suíça, com um sistema de visualização “SCADA” e componentes de automação e de rede da Siemens, a fim de garantir a segurança dos passageiros e uma rápida travessia dos comboios.

No decorrer da obra, foram extraídas 28,2 milhões de toneladas de pedra para construir os dois tubos principais de via única, os túneis de segurança e ventilação, e as passagens transversais. No âmbito deste enorme projeto, os comboios estiveram ainda sujeitos a quase 5.000 testes operacionais. Tudo para garantir que os passageiros pudessem viajar em máxima segurança a velocidades de até 250 quilômetros por hora, e para criar ligações de transporte mais rápidas entre os cantões suíços.

Túnel de Saint-Gothard (São Gotardo) cruzará os Alpes (Foto: Laurent Gillieron/Keystone/AP)

O investimento está a ser certamente compensador, uma vez que permite reduzir o tempo de viagem em cerca de 45 minutos, deixando Zurique a apenas 2 horas de Lugano e a somente 3 horas de Milão.

Para os servidores e alguns dos controladores lógicos programáveis (PLC) mais sofisticados, a “JM Systems”, empresa responsável pelos sistemas de gestão, controladores e servidores, recorreu à tecnologia da Siemens.

Stephan Jungeblodt e Hans-Jürgen Michels, os diretores executivos desta empresa especializada na construção de túneis, explicaram: “Os controladores das passagens transversais dos túneis monitorizam as portas, ligam as luzes e comunicam com os componentes da alimentação a 50 Hz. O principal desafio que tivemos de enfrentar foi a enorme quantidade de pontos de dados: em função do equipamento utilizado, cada uma das 176 passagens transversais pode ter até dois controladores, criando-se assim um total de cerca de 60.000 pontos de dados.”

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As portas das passagens transversais dos túneis, que constituem um elemento vital desta infraestrutura, são rigorosamente controladas utilizando tecnologia Siemens. É importante ressaltar que, neste caso, não é o fogo que representa o maior perigo para os utilizadores do túnel, mas sim a asfixia.

A fim de evitar a evacuação através das quatro estações de paragem de emergência, o sistema recorre a inúmeros sensores, dispositivos e controladores de monitorização. Os dados recolhidos são verificados e registados a cada dois milissegundos por meio de cabos de fibra ótica “FibroLaser”, além de câmeras de imagem térmica e detectores instalados em caixas especiais.

Em suma, centenas de controladores “SIMATIC” e módulos de interface foram instalados nos tubos que têm cerca de 40 metros de comprimento. Estes sistemas comunicam com um grande número de componentes elétricos. Os dados são transmitidos via Ethernet utilizando componentes da rede “Scalance” da Siemens. Cada tubo tem sete grupos de computadores. Estes, por sua vez, estão ligados aos computadores principais. O sistema de visualização de processos “WinCC OA”, também da Siemens, foi instalado tanto nos grupos de computadores e como nos computadores principais.

Toda a informação é transmitida para o sistema de gestão superior do túnel. Situado nos dois Centros de Controle, localizados nas entradas Sul e Norte, encontra-se um sistema redundante de controle do túnel e do tráfego ferroviário da Siemens. Este monitoriza e controla todas as instalações de toda a infraestrutura e a respectiva tecnologia ferroviária.

Fonte:

Techitt

G1

Pontes e viadutos que imitam a natureza podem ser indestrutíveis

A professora Wanda Lewis, da Universidade de Warwick, no Reino Unido, levou ao próximo nível um processo de design inspirado no mundo natural.

Um nível que promete nada menos que uma nova geração de pontes, viadutos e outras estruturas virtualmente indestrutíveis.

O processo de design é conhecido como “busca pela forma”, ou “geração de forma” (form-finding). Ele permite a concepção de estruturas rígidas que seguem uma forma natural, ou seja, estruturas que são sustentadas por uma força pura de compressão ou tensão, sem tensões de flexão, que são os principais pontos de fraqueza nas estruturas feitas pelo homem.

Essa técnica poderá, pela primeira vez, viabilizar o projeto de pontes e edifícios que arquem com qualquer combinação de carga permanente sem gerar tensões complexas, o que lhes daria maior segurança e maior durabilidade.

Pontes e viadutos indestrutíveis devem imitar a natureza

Estruturas projetadas pela natureza

A estrutura de uma árvore ou mesmo de uma folha, a curvatura de uma concha, a forma como um filme de sabão se sustenta em grandes vãos, são todos exemplos de projetos naturais de grande eficiência e resistência.

A professora Lewis desenvolveu agora modelos matemáticos que analisam esses princípios da natureza e geram padrões de estresse simples para cada estrutura. Os princípios que sustentam os modelos matemáticos são ilustrados usando experimentos de “geração de forma” que envolvem peças de tecido ou correntes.

Um pedaço de tecido, por exemplo, é suspenso e então relaxa na sua forma natural de energia mínima, puxado apenas pela gravidade. Em seguida, sua forma final é congelada em um objeto rígido, e então invertido. Isto produz uma forma natural – gerada unicamente pela ação da gravidade – que pode suportar cargas com grande eficiência.

Estética arquitetônica

Talvez não saia ao gosto dos olhos dos arquitetos, mas as formas resultantes têm uma resistência que não encontra equivalentes nos conceitos de engenharia convencionais.

“A estética é um aspecto importante de qualquer projeto, e nós fomos programados para ver algumas formas, como arcos circulares ou cúpulas esféricas, como estéticas. Nós frequentemente as construímos independentemente do fato de que elas geram tensões complexas, e são, portanto, estruturalmente ineficientes,” defende Lewis.

 

Fonte:

Inovação Tecnológica

Reino Unido cria blocos de alvenaria vivos capazes de produzir energia e purificar água

A Universidade do Oeste de Inglaterra (UWE Bristol) desenvolveu um novo tipo de blocos para construção em alvenaria, capazes de produzir energia e reciclar águas residuais, entre outras funcionalidades.

O estudo para essa nova tecnologia insere-se no projeto europeu Arquitetura Viva (“Living Architecture” – LIAR), liderado pela Universidade de Newcastle, que visa criar laços de trabalho entre a engenharia civil, a arquitetura e as ciências da computação, objetivando lidar com os problemas globais de sustentabilidade.

Reino Unido cria blocos de alvenaria vivos capazes de produzir energia e purificar água

Os novos blocos inteligentes de alvenaria são produzidos com materiais bio reativos, constituídos por células microbiais e algas. Esses materiais, denominados Células Microbiais de Combustível – MFC – contêm uma estirpe de microrganismos especificamente escolhida pela sua capacidade conjunta de purificação de fluidos, recuperação de fosfatos e geração de eletricidade.

As MFC constituintes dos reatores vivos existentes nas paredes de alvenaria têm a capacidade de detectar as características do ambiente ao seu redor e, assim, responder, através de um conjunto de mecanismos coordenados digitalmente, à variação dos mais diferentes parâmetros.

Os edifícios construídos com estes biorreatores serão verdadeiros organismos vivos de grande escala, dirigidos à satisfação das necessidades energéticas e ambientais dos seus ocupantes.

Integrados no Projeto LIAR, financiado em 3,2 milhões de euros pelo Programa de Inovação Horizonte 2020 da União Europeia, estão também a Universidade de Trento, a Universidade de Florença, o Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), o Liquifer Systems Group e a Explora.

 

Fonte:

Engenharia Civil

Aprendendo a Estudar

Estudantes de engenharia gastam muito do seu tempo estudando e, muitas vezes, não conseguem estudar toda a matéria. Além disso, a maioria deles, acabam estudando somente para ser aprovado nas cadeiras e pouco tempo antes das provas, logo após a realização esquecem boa parte do que estudaram. Esse problema é pertinente em quase todos os cursos e níveis de ensino, erros que estão enraizados na educação brasileira. Felizmente, essa situação pode ser mudada.

            O conteúdo dessa matéria é baseado no livro “Aprendendo Inteligência” do autor e professor Pierluigi Piazzi, mais conhecido como professor Pier. Ele foi professor de pré-vestibular, no qual preparou mais de 100 mil alunos. Visitou centenas de escolas ensinando como vários erros educacionais podem ser evitados.

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            O primeiro passo para se mudar essa situação é entender: Por que você estuda? Se a resposta for: ” Para tirar boas notas, passar de ano e conseguir um diploma”, então o seu objetivo está totalmente equivocado. Empresas não querem pessoas com diplomas, elas querem candidatos mais inteligentes e criativos, que conseguem realizar metas. Estudo não é questão de quantidade: é questão de qualidade!

            Mudando o pensamento do primeiro passo, pode-se entender o segundo. Um dos maiores erros encontrados nos estudantes é que eles estudam no momento errado. Esse problema é induzido desde a infância. Pais, escolas e professores sempre passam a idéia que as crianças devem estudar para conseguirem boas notas, ou seja, elas nunca estudam para aprender. Estudando para provas e com pouco tempo de antecedência, conseguem o seu objetivo e tiram boas notas, mas não aprendem.

            Para que se entenda e se consiga mudar essas crenças, deve-se saber que temos algumas regiões do cérebro que são responsáveis pela memória, as mais importantes são: o hipocampo (memória de curto prazo) e o córtex (memória de longo prazo). A memória do hipocampo são provisórias, servem para decorarmos informações rápidas e pequenas, como um número de telefone. O córtex suporta uma quantidade gigantesca de dados, mas é muito difícil colocá-los nessa região, pois necessita-se da criação de uma sinapse neural, ou seja, uma mudança física no cérebro. Isso acontece de maneira mais fácil quando dormimos.

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            As informações que serão gravadas no córtex são aquelas que possuem uma carga emocional, com isso a maioria das informações recebidas no dia são esquecidas à noite. Infelizmente, as aulas são momentos muito tediosas, e quase nada que você assiste é armazenada no córtex. Você deve está se perguntando: “Como eu faço para não esquecer as aulas assistidas  hoje?” a resposta é simples: Estude pouco, mas todo dia! Quando o assunto da aula é estudada no mesmo dia, o assunto vira alvo de atenção e consequentemente ela possuirá uma carga emocional e será gravada no córtex. Então, para resolver os problemas supracitados, deve-se ter um lema: Aula assistida hoje é aula estudada hoje!

            Criando-se esses hábitos, percebendo que estudo não é questão de quantidade , mas questão de qualidade, como já citado anteriormente. Perceberá, em pouco tempo, que as informações e habilidades que você adquiriu estudando irão ficar para o resto da vida!

Autor:

Jean Lopes

Construindo a quarta maior ponte suspensa do mundo

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A construtora turca Otoyol produziu um filme, em time-lapse, de todo o processo construtivo da Ponte Osman Gazi, desde o arranque das obras até à finalização da estrutura do tabuleiro. Localizada no Golfo de İzmit, na Turquia, esta obra de arte é a quarta mais longa ponte suspensa do mundo.

O filme da Otoyol acompanha o processo de execução das gigantescas fundações da ponte de aço, transporte e montagem das secções dos pilares principais e avanço do tabuleiro de suspensão, até à conclusão da construção da estrutura.

 

O empreendimento de 410 milhões de euros foi levado a cabo por um consórcio de seis grandes empresas construtoras turcas e italianas, tendo a execução sido concluída no final do mês passado.
A ponte encontra-se integrada num megaprojeto rodoviário de PPP, de 3400 milhões de euros, com 421 quilómetros de comprimento, que ligará Istanbul a Izmir. O projeto de estruturas teve autoria da consultora de engenharia dinamarquesa COWI A/S.

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A ponte metálica, com fundações em betão armado, tem um comprimento total de 2682 metros e pilares com altura máxima de 234 metros. Possui um vão máximo de 1550 metros e um tabuleiro de uso rodoviário com 6 vias (3 em cada sentido) e largura de 36 metros.

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Fontes:

Engenharia Civil

Construindo pavimentos de estradas com esterco de porco

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Uma equipa de investigadores da Universidade Estatal Agrícola Técnica da Califórnia do Norte (NCAT), com o apoio da Fundação Científica Nacional (NSF), está a estudar a possibilidade da utilização de dejetos de porco no fabrico de ligantes para pavimentos rodoviários.

As fezes de porco são vastamente utilizadas, na forma de estrume, no setor agrícola devido às suas excelentes propriedades adubantes.
O uso sistemático deste abundante subproduto da indústria pecuária pode, no entanto, levar à contaminação dos solos e águas subterrâneas, especialmente se o mesmo não for sujeito a tratamento adequado.

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Este resíduo, do qual são anualmente produzidos 160 mil milhões de litros a nível mundial, é também rico em óleos, muito similares ao petróleo, pelo que o seu uso como substituto, potencialmente mais sustentável, do betume poderá fazer sentido.

Os engenheiros da Universidade Estatal Agrícola Técnica da Califórnia do Norte conseguiram fabricar, através da destilação de óleos provenientes de fezes de porco, um ligante viscoso que pode ser utilizado na produção de misturas betuminosas. O processo revelou-se muito mais barato que o necessário para o fabrico de betumes correntes, custando apenas 56 cêntimos de dólar por galão (aprox. 3,79 litros). É também mais sustentável no que diz respeito aos gastos energéticos, uma vez que pode ser produzido a temperaturas inferiores às do betume.
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O material está atualmente a ser testado nos laboratórios daquele instituto norte-americano, com resultados preliminares bastante promissores, tanto a nível de resistência e durabilidade, como de estabilidade mecânica.

Estes bons resultados levaram já ao avanço da criação da spin-off “Bio-Adhesive” para a comercialização de produtos para o setor da construção rodoviária e aeroportuária, fabricados com base no novo ligante ecológico.

Relativamente aos potenciais cheiros desagradáveis decorrentes do uso do material, os investigadores asseguram que os compostos que conferem o odor característico são filtrados e eliminados durante a produção.

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Fontes:

Engenharia Civil

Planejamento de obras: uma ferramenta que produz grandes resultados

 

Planejar é o serviço de preparação de um trabalho, de uma tarefa, com o estabelecimento de métodos convenientes; planificação.

“A função do planejamento prévio é a de planejar os trabalhos da obra antes de seu início, de tal forma que sejam escolhidos os métodos construtivos e os  meios de produção mais adequados e estes sejam coordenados entre si, considerando- se todo quadro de condicionantes internos e externos à empresa. O objetivo deste planejamento é obter o maior rendimento possível com custos de execução os menores possíveis.”

          Assim, em tempos de crise, em um mercado no qual se busca, ao máximo, apresentar diferenciais competitivos por meio da otimização de processos e redução de custos, planejar tem se tornado ainda mais importante no contexto da construção civil.

        Toda atividade de produção complexa – execução de obras, inclusive – demanda certo grau de planejamento. Este planejamento pode ser realizado pela própria construtora que está executando a obra ou por meio da terceirização do serviço. Assim, tal atividade fica à cargo de um engenheiro civil denominado gerente de planejamento.

         Planejar obras é uma atividade relativamente complexa e requer um total domínio dos recursos e processos utilizados para a atividade. Por isso, o gerente de planejamento, no exercício de sua atividade, deve atentar para estabelecer com antecedência as ações, recursos, métodos e os meios necessários para a execução de um empreendimento.

    blams Em um contexto de alta complexidade, o gerente de planejamento deve ter visão sistêmica para antever todas as ações e possíveis problemas. É imprescindível que se tenha noção de todas as restrições de uma atividade, ou seja, o que pode vir a impedir o bom funcionamento desta. Estas restrições estão muito atreladas aos recursos necessários para a execução da atividade, dado que a falta de um recurso, por mínimo que seja, como um simples prego, pode vir a inviabilizar o acontecimento de uma atividade e prejudicar toda uma cadeia de processos.

Assim, o planejamento de uma obra pode ser dividido em:

  • Planejamento dos métodos de execução: Métodos construtivos, técnica empregada, custos;
  • Planejamento físico da obra: Cronograma detalhado;
  • Planejamento dos recursos operacionais e financeiros: Mão-de-obra, materiais, máquinas e equipamentos, em níveis físicos e financeiros;
  • Planejamento do canteiro de obras.

 

Para uma explanação mais profunda do conteúdo, retiraram-se e adaptaram-se textos da apostila de Cursos de Gestão e Gerenciamento de obras.

 

PASSOS DO PLANEJAMENTO:

1.  DEFINIÇÃO DO CRONOGRAMA FÍSICO

       Partindo-se sempre de uma hipótese (planejamento ideal), em que não existam limites de dotação orçamentária, o primeiro e mais importante passo é definir o prazo de execução da obra, propondo então um cronograma físico, raiz de todas as informações subsequentes.

Dentre os tipos de cronogramas físicos mais conhecidos, podemos citar:

  • Cronograma de Barras Horizontais (Gant);
  • Pert/CPM e/ou Project;
  • Cronograma de Barras Inclinadas (linha de balanço).

 

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2.  DEFINIÇÃO DO CRONOGRAMA FINANCEIRO

         Nasce em função de um cronograma físico e da disponibilidade financeira da empresa, para um empreendimento específico. Quando abordamos o tema  cronograma financeiro, devemos mostrar claramente a diferença entre Receitas e Despesas, porém ressaltamos a importância da análise sempre conjunta dos mesmos, no sentido de viabilizar economicamente o empreendimento.

O cronograma de receitas é determinado por algumas variáveis, tais como:

A – Valor da Obra (venda, ou contrato de empreitada);

B – Forma de Pagamento (prazo e reajuste);

C – Disponibilidade de Caixa da Empresa etc.

 

3.  CONTROLE DA RENDA

     Visa manter, sob estreita observação, o movimento financeiro do empreendimento, apurando a entrada de receitas e o desembolso, mês a mês. Este acompanhamento permite obter o equilíbrio financeiro desejado, mantendo uma velocidade de desembolso coerente com a entrada de receita, programando e executando um fluxo ideal.

     Um cronograma financeiro bem elaborado, se não for bem executado e controlado, ou seja, buscando variantes de fluxo, apropriando corretamente os custos, inclusive por tipo de custos, o prejuízo será certo. Atualmente as margens de lucro são extremamente pequenas, não permitindo incompetência, gastos desnecessários e fora de hora (Just in Time).

 

4.  DIMENSIONAMENTO DA EQUIPE

    Teremos uma previsão de equipe baseada no orçamento proposto. Já no segundo, a equipe dimensionada será o espelho da necessidade real da obra, desde que os índices de produção sejam confiáveis.

       A comparação entre os mesmos, nos permite corrigir as nossas composições, evitando-imagesse erros futuros, no cálculo da mão-de-obra e encargos dos orçamentos. Para tanto devemos ter claro o conceito de horas efetivas trabalhadas, que difere do conceito sindical de 220 horas mês, onde são incluídos descansos remunerados.

5.  CÁLCULOS DE TAREFAS

A tarefa é caracterizada, quando uma frente de serviço é designada, ou contratada, a um operário ou a uma equipe, por um preço global a ser pago pela mesma, quando do ser término. Neste preço devem estar inclusas as horas normais e extras trabalhadas, os descansos remunerados e os saldos de produção.

A sua aplicação visa estimular a produção pois, ao término de uma tarefa, o valor acertado estará garantido ao operário, independente do tempo gasto. O estímulo à produção deve estar sempre vinculado à manutenção da qualidade, um dos maiores riscos de perdas nesta modalidade de trabalho. Portanto, um dos parâmetros de recebimento de uma tarefa concluída é necessariamente a qualidade do serviço pronto, dentre outras, como por exemplo:

  • Terminalidade do serviço;
  • Retirada e guarda da sobra de material;
  • Limpeza e guarda de ferramentas/equipamentos;
  • Limpeza do local de trabalho;
  • Uso constante do equipamento de segurança, etc.

 

6.  ANÁLISE DO PLANEJAMENTO X ECECUTADO

          Esta etapa tem como objetivo o acompanhamento periódico (quinzenal ou mensal) do andamento do empreendimento, visando uma análise comparativa entre o planejado e executado.

         Esta análise, verifica a evolução tanto física quanto financeira da obra, nos fornecendo assim parâmetros reais em contrapartida ao previsto anteriormente.

 

6.1  MEDIÇÕES DA OBRA

Este procedimento nos informa o percentual de obra pronta, como um todo ou por tipo de frente de serviço, sempre em relação ao quantitativo orçado inicialmente. Aqui temos tanto a evolução do cronograma físico, como o desembolso financeiro acumulado, este medido em relação ao orçamento inicial (Po).

        A medição pode ser feita em percentual ou por quantitativos realizados, sendo que a segunda opção é mais precisa. A ferramenta ideal para as medições são as planilhas de quantitativos, elaboradas no momento da orçamentação do empreendimento.

6.2  OBRA A REALIZAR (OBRA NOVA)

         O orçamento inicial, possui as quantidades totais de serviços a realizar. Portanto se subtrairmos destes, as quantidades medidas, teremos como resultado, quais os serviços que faltam para a conclusão de obra. Estes podem ser reorçados a (Po) ou com preços atuais, gerando os custos para o término do empreendimento.

6.3  NOVO CRONOGRAMA

Indicamos quais as datas de início e fim dos serviços restantes, o que implicará na geração de um novo cronograma físico e de desembolso financeiro.

6.4  DADOS COMPARATIVOS

Com os dados obtidos, nos procedimentos anteriores, partimos para a análise propriamente dita. Torna-se importante, a totalização dos gastos efetivamente realizados, feita através de um software de contas a pagar ou pagas, para compará-los com o valor orçado correspondente à medição efetuada (retroanálise).

A checagem destes dados, mostra o histórico do empreendimento e define o ponto de partida para o replanejamento, oportunidade para as correções e alterações necessárias que permitem vislumbrar o resultado positivo.

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Por fim, podemos concluir que os benefícios de se planejar são muitos, entre eles:

  • Diminuição dos custos, através da redução de gastos desnecessários, duração do projeto, qualidade superior;
  • Obtenção de rendimentos maiores a partir da possibilidade de ganho de margens adicionais;
  • Melhora de produtividade por meio da reutilização de atividades recorrentes em outros projetos e criação de templates.

 

Autor: Laio Guimarães

Fonte : Comunidade da Construção

 

 

 

 

 

 

 

 

Para enfrentar a crise, construtoras do segmento de habitação popular otimizam a produtividade dos sistemas construtivos

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As empresas do segmento de habitação de interesse social (HIS) têm ajustado seus processos de engenharia à nova realidade do mercado – que enfrenta um declive acentuado após o forte crescimento dos últimos anos. Os avanços tecnológicos que foram incorporados ao know-how das construtoras nem sempre poderão ser mantidos, mas a busca por uma produtividade ampliada deverá nortear a atuação das empresas que quiserem sobreviver à crise econômica. ‘A industrialização é a soma de três aspectos: pré-fabricação, mecanização e organização do trabalho. Se houver retrocesso na organização do trabalho e na mecanização, haverá comprometimento da produtividade – e, com custos altos, você não tem lugar no mercado de HIS’, alerta Ubiraci Espinelli Lemes de Souza, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e diretor da Produtime Gestão e Tecnologia.

Para o professor Carlos Formoso, coordenador do Grupo de Gestão e Economia da Construção do Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação (Norie), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), é comum que as construtoras invistam em equipamentos e sistemas inovadores, mas não necessariamente atentem para o planejamento da produção e do canteiro, considerando elementos como a confiabilidade na entrega de suprimentos, por exemplo. ‘Os empreendimentos notáveis por sua industrialização não utilizam apenas pré-fabricação, por exemplo. São a soma de uma série de aspectos, que incluem até mesmo a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores’, argumenta.

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As dificuldades geradas pela crise não devem ser motivo para interromper a procura por desenvolvimento tecnológico e administrativo no segmento de HIS, em que as margens estreitas exigem produtividade superior. ‘O caminho das empresas inteligentes nesse momento é o investimento para melhorar tecnologia e gestão, preparando-se para a retomada do mercado – que, não demora muito, deve acontecer’, aconselha Espinelli.

Fonte:

Téchne

LEDs que Monitoram Estruturas

A On-Site Visualization Consortium tem  desenvolvido uma tecnologia de sensores emissores de luz que mudam de cor instantaneamente após a detecção de qualquer deformação ou inclinação encontrada em infra-estruturas. O desejo da empresa é contribuir para a melhoria do ambiente seguro, protegido, e agradável de nossa vida diária e nos locais de trabalho através da criação de sistemas de processamento de dados em tempo real e visualização chamado de “Visualization On-Site” através de esforços colaborativos por parte da indústria, do governo e da academia .

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Estamos diante de uma grande variedade de ameaças à nossa segurança física que são naturais, de força maior, e / ou inadvertida. As pessoas ficam feridas ou perdem suas preciosas vidas em desastres de deslizamento de terra devido à chuva torrencial ou tufões, os acidentes em locais de construção, acidentes de parques de diversões em larga escala como montanhas-russas devido à manutenção inadequada, acidentes devido à falta de força de edifícios e estruturas, e do colapso de casas por motivo de força maior, como carga de neve e inundações. A fim de que nós possamos detectar tais fatores de riscos prontamente e notificá-los à população da área a ser atingida, é preciso instalar vários sensores, para processar sinais de riscos do sensores imediatamente, e para comunicar as mensagens resultantes em formas fáceis de entender. No entanto, os sensores convencionais disponíveis tendem a ser muito caros, e é impossível controlar todos os fatores de risco em cada local. Metodologia nova e não convencional é necessário para perceber  o ambiente de vida seguro ao mesmo tempo garantir a segurança de nós mesmos a baixo custo.

Para atingir este objetivo, a OSV  desenvolveu uma variedade de novos sensores. Eles podem ser instalados em qualquer local, detectar alterações de quaisquer dados (por exemplo, deformação, tensão, pressão, temperatura e umidade), exibir as mudanças e sua magnitude com LEDs de diferentes cores e tonalidades. Trabalhadores no local, bem como as pessoas do bairro podem, desta forma, confirmar visualmente as alterações em tempo real. Isto permite a construção de sistemas totalmente novos para a prevenção de desastres de segurança de monitoramento que não são convencionais em muitos aspectos. Convencionalmente, o que os sensores detectam são verificados em PCs ou através de outro meio em locais remotos.

Essa metodologia tem um potencial de realizar uma totalmente nova informação de aquisição / sistema de divulgação que podemos chamar de “On-Site Visualization” do sistema. A metodologia de detectar mudanças ao nosso redor e visualizar as mudanças na estrutura alterando as cores da luz no local pode ser aplicada não apenas às medidas de prevenção de desastres, mas também para o monitoramento regular da segurança de qualquer estrutura que se relaciona com a nossa vida (estruturas civis, edifícios, maquinaria pesada, veículos de diversão de grande escala, etc.). Além disso, as cores de luz podem ser alteradas em resposta ao movimento das estruturas arbitrárias; de modo que esta metodologia pode tornar a educação escolar em mecânica simples mais agradável e também pode levar a criação de uma nova ferramenta de entretenimento.

Assim, o novo conceito subjacente a este novo método de monitorização através de sensores de emissão de luz pode ser aplicada a todos os programas de monitoramento de segurança que vão desde a prevenção de desastres naturais para promoção / ambiente de vida seguro e protegido. Um totalmente novo e não convencional sistema pode ser estruturado utilizando a visualização em tempo real de informações monitorizadas por meio da alteração de cores claras. Assim, há um grande potencial para a aplicação deste conceito no Japão e em outros países.

 

Fonte(s):

www.osv.sakura.ne.jp