Saiba como pode ocorrer o reparo de pontes e viadutos em apenas dias

 

Reparo acelerado

Um novo processo de fixação de colunas danificadas de pontes e viadutos consegue resolver em alguns dias um problema que hoje exige a interrupção das vias por meses.

Sejam causadas por um acidente, deslizamento de terra ou terremoto, a quebra ou fragmentação de colunas é um processo crítico que não obedece a critérios de urgência.

Isto pode mudar com o trabalho da equipe do professor Chris Pantelides, da Universidade de Utah, nos EUA, que desenvolveu um novo processo de fixação de colunas que pode ser feito em poucos dias. Read More

Paredes que geram energia

Já pensou em ter uma parede bonita e cheia de plantas? E se essa parede gerasse energia?

Parece coisa de filme futurista, mas isso já existe. A estudante do IAAC (Institute for Advanced Architecture of Catalonia), Elena Mitrofanova, em parceria com o bioquímico Paolo Bombelli, criou uma proposta para um sistema de fachada que utiliza o poder gerador de eletricidade natural das plantas. Ele consiste em uma série de “tijolos” modulares ocos de argila que contém musgos. O sistema emprega os recentes avanços científicos no campo biofotovoltaico (BPV) e seria mais barato para produzir, auto reparador, auto replicante, biodegradável e muito mais sustentável que a energia fotovoltaica padrão.

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Produção enxuta: Os princípios do Sistema Last Planner de controle da produção

Desde meados dos anos 90, novas formas de estruturar o processo de planejamento e controle da produção (PCP) vêm sendo adotadas na indústria da construção, com base em conceitos e princípios provenientes do chamado paradigma da Produção Enxuta. Dentre as várias abordagens, merece destaque o Sistema Last Planner de controle da produção, cuja implementação em diferentes países, inclusive no Brasil, vem sendo amplamente reportada e discutida nos congressos anuais do IGLC (International Group for Lean Construction).

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O Last Planner foi originalmente desenvolvido por dois americanos, Glenn Ballard e Gregory Howell, ambos vinculados ao Lean Construction Institute dos EUA, mas tem sofrido muitas contribuições para a sua evolução tanto por acadêmicos como por profissionais da indústria.

Tal como se observa em outros países, várias das empresas brasileiras que se destacam na gestão da produção são aquelas que tiveram capacidade de entender e adaptar as ideias da Produção Enxuta para o contexto da construção civil.

De fato, uma das principais dificuldades enfrentadas para a implementação do Last Planner é a falta de compreensão por parte dos principais envolvidos no planejamento e controle da produção dos conceitos e princípios fundamentais de gestão da produção. Read More

Utilização de sistemas acústicos na localização de fugas em redes de distribuição de água

Utilização de sistemas acústicos na localização de fugas em redes de distribuição de água

O Departamento de Engenharia Civil, Tecnologias da Construção e Ambiente da Universidade de Concordia, no Canadá, criou um inovador sistema que utiliza o som para detectar fugas de água em sistemas de abastecimento público.

Estima-se que, em média, 30% da água potável que circula em sistemas de distribuição de água é perdida em fugas devido a imperfeições e degradação das tubagens, ligações e equipamentos. Read More

Uma análise sobre inspeção predial

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A inspeção predial está relacionada à manutenção de prédios públicos e privados, a fim de garantir a segurança dos espaços para a sociedade. Conhecida como a medicina preventiva da engenharia civil, a inspeção tornou-se comum no Brasil em meados da década de 1990, o que fez com que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE), além de outros órgãos, criassem documentos para guiar a prática dessa técnica no país. Esse trabalho se justifica pela necessidade de haver um controle da saúde das construções para evitar acidentes. No Brasil, vários casos de construções envolvidas em desastre devido a problemas na estrutura já foram noticiados, o que possivelmente poderiam ter sido evitados com um trabalho de análise e reparo periódicos das mesmas.

Várias cidades brasileiras possuem suas próprias leis e decretos de inspeção predial, a exemplo de Fortaleza, no Ceará. A capital cearense regulamentou o decreto nº 13.616, em 23 de junho de 2015, após um acidente envolvendo a varanda de um condomínio residencial na zona nobre da cidade. A partir de 2017, a Prefeitura iniciará a fiscalização dos prédios da cidade, obrigando-os a ter uma avaliação feita por profissionais, que assegurem a segurança das instalações. Tal lei segue as indicações da Norma de Inspeção Predial do IBAPE, que nos dá uma boa noção de como é regida uma inspeção predial. No entanto, o que se observa ainda na maior parte do país é que poucos edifícios possuem esse tipo de serviço implantado de acordo com o que indicam as normas existentes.

De início, vale destacar que apenas engenheiros e arquitetos registrados em seus Conselhos Regionais e com qualificação comprovada podem realizar esse tipo de trabalho. Dessa forma, a inspeção predial mostra-se um trabalho altamente multidisciplinar, que pode envolver diferentes níveis de profundidade no estudo.

Mas, afinal, como funciona a metodologia de uma inspeção predial? A seguir, há uma análise da metodologia empregada, segundo a Norma do IBAPE – São Paulo, de 2011:

1º) Determinação do nível e tipo de inspeção.

A inspeção pode ser de diferentes níveis, dependendo da complexidade do caso. São eles:

Nível 1: Identificação das anomalias e falhas aparentes.

Nível 2: Utilizam-se equipamentos e/ou aparelhos que ajudam na identificação de anomalias e falhas, além de fazer análises de documentos técnicos específicos do objeto de estudo.

Nível 3: É uma inspeção do nível 2 acrescida de uma auditoria técnica conjunta ou isolada de aspectos técnicos, de uso ou de manutenção predial empregada no empreendimento, além de orientações para a melhoria e ajuste dos procedimentos existentes no plano de manutenção.

2º) Verificação da documentação, dentre eles Regimento Interno do Condomínio, IPTU, Alvará de funcionamento, cadastro no sistema de limpeza urbana, contas de consumo de água, energia elétrica, gás, entre outros, projetos executivo, de estruturas e de instalações prediais, instalações hidráulico-sanitárias, de gás, elétricas etc.

3º) Inspeção dos tópicos da listagem de verificação, que é a lista dos componentes e dos equipamentos dos variados sistemas construtivos da obra que deverão ser analisado pelos inspetores. Tal lista é proporcional à importância, à complexidade e ao tipo de edificação.

4º) Classificação das anomalias e das falhas. Aqui entra uma das mais importantes análises da inspeção predial, pois envolve as possíveis patologias encontradas na obra. Pode haver anomalias e falhas. As anomalias são classificadas em endógenas, exógenas naturais e funcionais. Já as falhas podem ser de planejamento, de execução, operacionais ou gerenciais.

5º) Classificação do grau de risco. Ela deve ser fundamentada de acordo com os níveis e os limites da inspeção predial realizada. Os riscos podem ser: crítico – aquele que, por exemplo, pode provocar danos contra à saúde e segurança das pessoas e/ou meio ambiente; regular – aquele que pode provocar a perda de funcionalidade sem prejuízo à operação direta de sistemas, perda pontual de desempenho; mínimo – relativo a pequenos prejuízos à estética ou atividade programável e planejada.

6º) Recomendações gerais e de sustentabilidade, abrangendo o uso racional de recursos naturais, a preservação do conforto e segurança de usuários etc. Indica-se também todos os dados administrativos, de gestão e outros que possam favorecer a melhor habitabilidade da edificação.

Esses são os tópicos gerais que regem a maioria das inspeções prediais, mas cada caso tem suas próprias peculiaridades, que devem ser analisadas individualmente. A quantidade de patologias existentes exige dos profissionais um conhecimento bem abrangente sobre os possíveis casos que possam acometer as construções. Dessa forma, percebemos a importância de haver cuidados de precaução com as construções em todas as cidades, por isso a necessidade de haver leis para reger essa necessidade.

Para saber mais:

Patologias das construções

Inspeção predial na engenharia diagnóstica

Inspeção predial na prática

Fontes:

Normas de inspeção – IBAPE

 

Engenharia Civil e o Meio Ambiente: Edifícios que ajudam a despoluir o ar

Na atualidade, um dos principais desafios da Engenharia Civil é a busca incessante pela união entre progresso e sustentabilidade. Nesse sentido, diversas tecnologias vêm sendo desenvolvidas com o intuito de contribuir com a preservação do meio ambiente. Dentre esses avanços tecnológicos, surgem os edifícios que ajudam a combater a poluição atmosférica. Veja abaixo alguns exemplos dessa novidade:

Hyper Filter Skyscraper – Rússia

O projeto que pode ajudar a diminuir o impacto ambiental no planeta foi criado pelo arquiteto russo Umarov Alexey. Trata-se de um edifício que absorve gases poluentes e devolve oxigênio para a atmosfera.

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O projeto chamado Hyper Filter Skyscraper, é uma construção revestida com uma camada exterior formada por tubos e filtros. Este sistema permite ao prédio desempenhar função semelhante à respiração humana, porém com sentido inverso. O Hyper Filter filtra dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa e, após alguns processo químicos, devolve oxigênio para o ar.

Os produtos resultantes do processo de “limpeza” do ar são armazenados em pequenos reservatórios para serem usados em outras construções e na indústria química.

Pallazo Italia – Itália

O espetacular edifício Palazzo Italia em Milão é uma máquina de comer a poluição atmosférica. Ele realmente consome a poluição e a leva do ar através de sua pele biodinâmica incrivelmente projetada.

O revestimento do edifício sinuoso branco é altamente inovador e sustentável. A fachada, de 9.000 metros quadrados, foi realizada com 900 painéis de concreto biodinâmicos desenvolvidos pela Italcementi. A sua tecnologia Activo TX capta a poluição do ar quando o material de invólucro entra em contato com a luz, que em seguida, se transforma em sais inertes, reduzindo os níveis de poluentes no ambiente. Cada painel exterior do Palazzo Italia, produzido com tecnologia Styl-Comp, é único, e o próprio edifício está líquido de zero de energia, o que significa que, graças à ampla utilização da equipe de design de vidro fotovoltaica e revestimento de concreto fotocatalítico, a estrutura é capaz de cobrir suas necessidades energéticas de forma autônoma.

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Fonte:

Engenharia é

Inhabitat

Alemanha terá o maior complexo residencial sustentável do mundo

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Já está em fase de construção o maior complexo de casas passivas de mundo. Situado na cidade alemã de Heidelberg, o empreendimento vai ter 162 apartamentos equipados com painéis solares em grande quantidade, enormes jardins verticais e paredes que transformam a poluição atmosférica em oxigênio.

Com o tamanho de um campo de futebol, o Heildelberg Village foi projetado pelo atelier alemão Frey Achitekten com o objetivo de ser uma obra exemplar de eficiência energética, fazendo uso de vários princípios da arquitetura bioclimática.

Para ser considerada uma casa passiva, os edifícios podem usar apenas pequenas quantidades de energia para o controle de temperaturas do complexo, algo particularmente difícil de alcançar no gélido Inverno alemão. Mas o desafio foi superado neste caso, uma vez que as casas nunca irão usar mais de 15 kWh em gastos energéticos. Uma enorme mudança, tendo em conta os habituais 100 a 300 kWh gastos num apartamento convencional.

Painéis solares instalados no telhado de um prédio já são uma solução energética frequente nos dias que correrem. A diferença aqui está no facto de também terem sido instalado estes “geradores de energia” na fachada do prédio, conseguindo-se assim uma significativa redução no gasto energético: “Como conseguimos criar sombra com os painéis solares, estes ganharam uma dupla função: produção constante de energia e arrefecimento da temperatura no Verão”, explica Wolfgang Frey, presidente da Frey Architekten.

O complexo foi igualmente pensado para ser o mais “respirável” possível. Se há uns anos atrás se acreditava que para um edifício ser altamente eficiente as janelas não podiam abrir, hoje parece uma “ideia estúpida usar dispositivos elétricos para fazer a circulação do ar durante todo o ano. Que desperdício de energia!”, exclama Wolfgang Frey. Em adição, sistemas de ventilação inteligentes adaptam-se automaticamente às necessidades reais dos moradores, garantindo-se assim a eficiência energética do complexo.

Lá fora, o edifício está coberto de plantas em enormes jardins verticais, tanto para o controle térmico do edifício, como para uma melhoria significativa da qualidade do ar. Também a tinta utilizada tem uma função “eco-friendly”: foi adicionado titânio à cor das paredes, que vai transformar a poluição atmosférica em oxigênio e nitratos inofensivos. “É um processo natural, que não requer qualquer uso de energia externa”, explica Frey.

Este projeto almeja ser muito mais que um simples complexo de apartamentos. Há todo um conceito de partilha sustentável com a natureza, onde ecologia, economia, inovação e rentabilidade são parte de uma equação de futuro.  O Heidelberg Village deverá estar pronto no início de 2017.

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Fonte:

Green Savers

Estruturas em Aço

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Desde as primeiras pontes metálicas até os mais modernos edifícios comerciais e residenciais, o aço tem sido utilizado cada vez mais na construção civil a partir do século XVIII, possibilitando soluções arrojadas e eficientes para inúmeros tipos de obra.

De fato, o uso do aço na construção dos mais diversos tipos de estruturas, principalmente, daquelas em que o material é aparente, trouxe, logo no início,  a ideia de modernidade e inovação, renovando as expressões arquitetônicas vigentes. A Torre Eiffel, por exemplo, construída em 1889 em Paris, é uma das estruturas metálicas que surpreenderam o mundo, sendo formada por 18.000 peças, totalizando 1.700 toneladas de aço em um ícone de 300 metros de altura que, até hoje, atrai viajantes de todo o mundo para a França. Outra construção com sistema estrutural metálico extremamente conhecida mundialmente é o edifício Empire State Building, situado em Nova Iorque. Construído em 1931, tem 102 andares, totalizando 380 metros de altura.

Em contrapartida, o visual estético moderno e marcante é apenas um dos inúmeros motivos para que a construção civil seja o maior mercado para os produtores mundiais de aço. Dentre as inúmeras as vantagens na utilização desse material em sistemas construtivos, estão a racionalização da mão de obra e dos materiais, a redução do tempo de construção e o aumento da produtividade.

Desse modo, os processos de fabricação de estruturas metálicas têm se aperfeiçoado, e sua qualidade é garantida por meio das certificações ISO 9001 e ISO 14001. Assim, o uso do aço urge como uma alternativa viável e segura para a construção de edifícios, residências, pontes, passarelas, viadutos, postos de gasolina, supermercados, aeroportos, ginásios esportivos, torres de transmissão, etc.

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Vantagens no uso do aço

Como foi citado, o sistema construtivo em aço apresenta inúmeras vantagens sobre o sistema construtivo convencional, dentre elas estão:

  • Alívio de carga nas fundações

Sabe-se que, em estruturas de concreto, por exemplo, cerca de 60% da carga suportada é do peso próprio da estrutura, o que torna a estrutura metálica vantajosa, visto que essa é bem mais leve e, assim, pode reduzir em até 30% o custo destinado às fundações.

  • Redução do tempo da obra

O uso de estruturas de aço pode reduzir em até 40% o tempo de execução quando comparado com os processos convencionais, devido ao fato de serem usadas peças pré-fabricadas, à possibilidade de se trabalhar em diversas frentes de serviço simultaneamente, à diminuição de fôrmas e escoramentos e a uma maior independência em relação aos fatores climáticos.

  • Facilidades no canteiro de obras

Em construções convencionais, há a necessidade de grandes depósitos de areia, brita, cimento, madeiras e ferragens no canteiro de obras, o que não acontece nas construções com estruturas metálicas, visto que elas são totalmente pré-fabricadas. Assim, há uma maior organização e limpeza do canteiro, além de reduzir a geração de entulhos e de garantir maior segurança aos trabalhadores, diminuindo o número de acidentes decorrentes desses problemas.

  • Racionalização de materiais e de mão-de-obra

Em uma construção convencional, o desperdício de materiais pode chegar a 25% em peso. Em contrapartida, a estrutura metálica permite que esse desperdício seja sensivelmente reduzido, devido à adoção de sistemas industrializados.

  • Maior garantia de qualidade

Por ser uma estrutura pré-fabricada, sua produção ocorre sob um rígido controle existente durante todo o processo industrial, com utilização de uma mão-de-obra altamente qualificada, o que dá ao cliente a garantia de uma obra com qualidade superior.

  • Reciclabilidade

Cerca de 84% de uma construção em aço é reciclável.

Desvantagens no uso do aço

  • Custo

Dependendo do tipo e do planejamento de uma obra, a construção em aço pode custar mais caro do que uma estrutura de concreto equivalente.

  • Mão-de-obra qualificada

As estruturas metálicas exigem, para fabricação e para execução, uma mão-de-obra mais especializada que as estruturas convencionais.

  • Viabiliza apenas elementos lineares

O uso do aço torna viável a fabricação apenas de elementos lineares, permitindo a formação de vigas, pilares e treliças, por exemplo. Para a construção de lajes, a estrutura metálica terá que ser associada ao concreto.

  • Limitação do mercado

A utilização de estruturas metálicas, muitas vezes, se torna limitada devido à dificuldade para encontrar determinados tipos e perfis de aço. Em algumas regiões do Brasil, por exemplo, não há a tradição de utilizar esse tipo de estrutura.

Falsos mitos sobre o uso do aço

  • A estrutura metálica não tem durabilidade pois o aço “enferruja”

A ideia de que não se pode construir estruturas de aço em locais próximos à praia ou em quaisquer lugares com condições climáticas não favoráveis, devido à possibilidade de o aço enferrujar, é, na verdade, bem atrasada. Atualmente, existem diversos mecanismos, como pinturas especiais, que evitam a corrosão e tornam as estruturas metálicas seguras e estáveis. A durabilidade de uma edificação, contudo, vai depender da correta especificação do material, da execução da obra, do uso compatível com o projeto e da manutenção adequada.

  • O aço é muito caro

É importante ressaltar que, para se comparar o custo dos dois (aço e concreto), não se pode levar em conta apenas o material, mas é preciso ter o cuidado de considerar o sistema construtivo como um todo. A estrutura metálica, mesmo que, inicialmente, com um maior custo, tem a vantagem econômica de poder ser reaproveitada, visto que o aço tem valor até como sucata.

  • O aço “amolece” em caso de incêndio

É importante ressaltar que tanto o aço como o concreto perdem resistência quando submetidos a altas temperaturas. A diferença é que o concreto possui uma maior inércia térmica que o aço. Pelo gráfico abaixo, pode-se, inclusive, perceber que, até certa temperatura, o concreto perde uma porcentagem maior de resistência que o aço.

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Fonte: 

Metalica

Rio 2016: O legado da Engenharia Civil para a sociedade

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Em um megaevento mundial – como são os jogos olímpicos – tudo parece ser superlativo. A Olimpíada Rio 2016, por exemplo, movimentou um volume de recursos da ordem de R$ 37,6 bilhões na cidade do Rio de Janeiro, investimento que inclui as obras de infraestrutura, acomodação de atletas e parques esportivos. Ao todo, são 33 locais de competição, situados nas regiões da Barra, Deodoro, Maracanã e Copacabana. Apenas em instalações esportivas, os investimentos – com recursos oriundos dos Governos Federal e Municipal e de parcerias público-privadas (PPPs) – totalizam mais de R$ 6 bilhões, divididos em R$ 2,34 bilhões no Parque Olímpico da Barra, a maior das instalações, com 1,18 milhão de metros quadrados de área, R$ 2,9 bilhões na Vila dos Atletas e R$ 835,8 milhões em Deodoro.

Cada uma das obras apresentou complexidades peculiares, com soluções distintas para cada caso. Em comum, uma novidade para a engenharia brasileira: a previsão de ponto único de falha (PUF) para colapso progressivo da estrutura. Tal recurso é uma exigência do Comitê Olímpico Internacional (COI) para garantir a segurança no caso de um ataque terrorista.

Outro desafio inerente a todas as obras realizadas diz respeito ao uso futuro das instalações. Como algumas delas não teriam utilidade para a cidade, para promover a criação de legado há estruturas que serão desmontadas. Veja abaixo o futuro que terão algumas das obras olímpicas com o fim da Rio-2016.

Arena do Futuro

Sede das partidas de handebol e de golbol, na Olimpíada e na Paralimpíada, respectivamente, a Arena do Futuro foi pensada de modo que a montagem e a desmontagem fossem simples e ela pudesse se transformar em escolas depois dos Jogos.

A fachada da instalação esportiva, por exemplo, será a mesma da escola. Ela também terá os frisos que permitem a entrada de luz natural e ventilação, proporcionando um conforto térmico melhor.

O telhado também será reutilizado, pois as oito placas pré-moldadas serão levadas para outros lugares e farão a cobertura das quatro escolas. Até as vigas metálicas vão para as escolas, para dar suporte ao telhado.

O mesmo procedimento terão as rampas e escadas pré-moldadas. Na Arena do Futuro e nas escolas, elas vão servir para ajudar nos acessos e na circulação das pessoas. As paredes também serão aproveitadas, pois são parafusadas e encaixadas, facilitando a remoção.

Um dos poucos itens que não ficarão de legado para as escolas são as cadeiras das arquibancadas. Os 12 mil assentos de plástico foram alugados para os Jogos Olímpicos e depois serão devolvidos ao fornecedor. Mas a estrutura metálica da arquibancada poderá ser enviada às escolas, por ser pré-moldada, encaixada e parafusada.

ESTRUTURA DA ARENA DO FUTURO

FACHADA DA ESCOLA

Estádio Aquático

Palco de uma das principais competições da Olimpíada, o Estádio Aquático também foi projetado de maneira a se transformar em dois centros de treinamento com piscina olímpica para depois dos Jogos do Rio.

Além do projeto inovador, a fachada também chama a atenção. Ela permite a entrada de ventilação natural e com isso não foi necessário utilizar equipamentos de ar-condicionado no interior do prédio.

Outra característica marcante do estádio foi o desenho na parte externa. A fachada reproduziu a obra da artista plástica Adriana Varejão intitulada “Celacanto produz maremoto”, um trabalho em gesso e óleo que está exposto em Inhotim (Minas Gerais). A obra de 2008 lembra os azulejos portugueses e foi inspirada em pichações de muros.

Ainda não está definido para onde vão os dois centros de treinamento que surgirão depois da desmontagem do Estádio Aquático. Mas existem vários municípios, até em outras regiões do Brasil, que gostariam de receber uma piscina olímpica de 50 metros. O desmembramento da arena se transformará em um CT coberto, com capacidade para seis mil pessoas, e outro descoberto, com metade dos lugares.

VISTA EXTERIOR DO ESTÁDIO AQUÁTICO

ESTRUTURA DO ESTÁDIO AQUÁTICO

Arena Carioca 1

Sede das disputas de basquete nos Jogos, a Arena Carioca 1 será destinada à promoção de shows, feiras, exposições e disputas ao esporte de alto rendimento. Dos 16 mil lugares, somente 7,5 mil serão mantidos.

Arena Carioca 2

O estádio coberto, que recebeu os atletas de Judô, Luta Greco-Romana, Luta Livre e Bocha Paralímpica, terá suas arquibancadas temporárias desmontadas e será transformado em um local de treinamento para atletas de alto rendimento de nove modalidades: levantamento de peso, judô, lutas, badminton, esgrima, ginástica rítmica, ginástica de trampolim e tênis de mesa. Vestiários, salas para treinadores e uma loja de material esportivo serão construídos no local após o evento.

Arena Carioca 3

A arena foi palco das competições de taekwondo e esgrima. No futuro, a instalação será transformada em um Ginásio Experimental Olímpico (GEO) – uma escola vocacionada para o esporte com capacidade para receber mil alunos.

De acordo com a Prefeitura, o local terá 24 salas de aula, laboratórios de Ciências e Mídias e duas salas multiuso. Além disso, o ginásio deve receber jovens inscritos em programas sociais que queiram praticar badminton, judô, luta livre, tênis de mesa, tiro com arco, handebol, futsal, basquete, vôlei, ginástica artística e musculação.

Parque Aquático Maria Lenk

O Centro Aquático Maria Lenk – erguido para o Pan de 2007 – permanecerá com as duas piscinas e plataformas de saltos para atletas de alto rendimento. Contudo, ele será ampliado com a oferta de vagas para cerca de 800 jovens de projetos sociais que poderão praticar quatro modalidades: natação, polo aquático, nado sincronizado e saltos ornamentais. Segundo a prefeitura, a instalação permanecerá sediando competições nacionais e internacionais como ocorre desde a sua fundação.

Circuito de Canoagem Slalom

O estádio, que conta com mais de 25 milhões de litros de água, terá os obstáculos retirados e se tornará uma grande piscina que poderá ser utilizada por atletas de alto rendimento.

Marina da Glória

A marina, antes restrita aos donos de barcos, será aberta para a população. No espaço, haverá lojas, restaurantes, cursos de mergulho e vela, área de convivência para marinheiros e bicicletários.

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VISTA AÉREA DA MARINA DA GLÓRIA

Fonte:

Exame

Téchne

Estadão

“Sistema pendular” auxilia na manutenção estrutural de Arranha-Céu

O Taipei 101 é um arranha-céu icônico localizado na cidade de Taipei, em Taiwan. O edifício se ergue até 509 metros e é consistido de exatamente 101 andares. Na época de sua construção, em 2004, foi o edifício mais alto do mundo – um título que manteve até o Burj Khalifa surgir em 2010.

Assentado apenas a 201 metros de uma grande falha geológica, o Taipei 101 é propenso a terremotos e ventos fortes comuns na área da Ásia e do oceano Pacífico. Os engenheiros tiveram que criar uma estrutura que pudesse resistir a vendavais de até 216 km / h e aos terremotos mais fortes.

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Normalmente, um arranha-céu deve ser flexível contra ventos fortes e ainda, permanecerem rígidos o suficiente para evitar grandes movimentos laterais. A flexibilidade evita danos estruturais, enquanto que a resistência, com proteções de vidro, divisórias e outros recursos, garante tranquilidade aos ocupantes. A maioria dos projetos atingem a resistência necessária, ampliando elementos estruturais críticos, como suportes e braçadeiras, mas a altura do Taipei 101 combinada com as demandas do seu ambiente, clamavam por inovações adicionais.

Para alcançar a estabilidade e diminuir o impacto de um movimento violento, um amortecedor de massa sintonizado gigantesco foi projetado. O amortecedor consiste de uma esfera de aço de 18 metros de diâmetro e pesando 728 toneladas, suspenso a partir do 92º andar ao 87º. Agindo como um pêndulo gigante, a esfera de aço maciça, balança para evitar movimentos do edifício causado por fortes rajadas de vento.

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Oito cabos de aço formam uma rede de suspensão para apoiar a bola, enquanto oito amortecedores hidráulicos agem como atenuadores quando a esfera se desloca. A bola pode se mover 1,52 m em qualquer direção e reduzir os balanços em 40 por cento. Dois amortecedores de massa sintonizados adicionais, cada um pesando 7 toneladas, instalados na ponta da torre, fornecem proteção adicional contra fortes rajadas de vento.

Os engenheiros ficaram tão orgulhosos de sua criação que eles deixaram o amortecedor publicamente visível de um observatório coberto, localizado no interior da torre, onde passeios guiados por gravações de voz e displays informativos explicam aos visitantes como a coisa funciona. Durante os dias particularmente ventosos, se pode ver o amortecedor em ação. O amortecedor do Taipei 101 foi construído a um custo de US $ 4 milhões de dólares e é o maior amortecedor de massa sintonizado do mundo e talvez, o único visível ao público.

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Fonte:

Curionautas