Confira uma parte da campanha da WWF Brasil sobre o uso de madeira na construção civil (texto e vídeo).

A ONG WWF-Brasil lançou o vídeo “Por que usar madeira na construção civil?”, que apresenta vantagens da utilização do material na construção civil do ponto de vista ambiental. O material expõe argumentos de que, diferentemente de concreto e aço, a madeira é renovável, sustentável, diminui a quantidade de gases de efeito estufa na atmosfera e é um material resistente e reutilizável.

Resultado de imagem para wwf brasil

O vídeo é apenas uma das cinco animações pertencentes à série “Tudo o que você queria saber sobre a madeira, mas não tinha a quem perguntar”, e que fazem parte do Programa Madeira é Legal, criado em 2009. O material foi lançado durante a Expo GBC 2016.

Segundo o secretário-geral do WWF-Brasil, Carlos Nomoto, a campanha visa à mudança de hábito do mercado da construção. “Precisamos dar opções aos consumidores, mostrar o que existe, mostrar as diferentes espécies de madeira e como elas podem ser utilizadas tanto na construção de larga escala quanto para a confecção de móveis e objetos. Mudança de hábito de consumo e de cultura não é fácil, mas precisamos estimular este mercado”, afirma.

A ONG reafirma, entretanto, a importância de conferir a origem da madeira a ser utilizada, ou comprar madeira certificada. Veja o vídeo aqui.

Fonte:

Téchne

Rio 2016: Fachada Microclimática na Arena da Juventude

INSERIDA NO COMPLEXO ESPORTIVO DE DEODORO, NA ZONA OESTE DO RIO DE JANEIRO, A ARENA DA JUVENTUDE GANHOU FACHADAS MICROCLIMÁTICAS COMO PARTE DAS SOLUÇÕES PROPOSTAS PELO ESCRITÓRIO VIGLIECCA & ASSOCIADOS PARA PERMITIR SEU FUNCIONAMENTO COM VENTILAÇÃO NATURAL, APÓS A ETAPA DE REALIZAÇÃO DOS JOGOS OLÍMPICOS

Projetada para ser palco de várias modalidades esportivas durante as Olimpíadas de 2016, a Arena da Juventude será posteriormente transformada em centro de formação e aperfeiçoamento de atletas. Sua área construída de 14,3 mil metros quadrados poderá receber até oito quadras poliesportivas. A construção industrializada, que garantiu velocidade à obra, foi utilizada tanto na estrutura, executada com componentes metálicos, como nos fechamentos das fachadas. As faces norte e sul ganharam venezianas móveis, enquanto as fachadas leste e oeste receberam o sistema de fachadas microclimáticas.

No total, são 1.800 metros quadrados deste tipo de sistema, que atenderam às exigências de ventilação natural previstas no projeto dos arquitetos Héctor Vigliecca, Luciene Quel e Ronald Werner. A ideia era criar nas fachadas elementos que permitissem reduzir a incidência solar no interior da edificação, sem prejudicar a visibilidade e a luminosidade. “Tais materiais deveriam ser leves, porém resistentes aos ventos com velocidade de até 120 km/h”, explica Daniel Gargiulo, diretor da TensoFace, empresa responsável pela produção, fornecimento e montagem de fachadas microclimáticas.

Ele conta que, principalmente nas fachadas leste e oeste, era necessário neutralizar a ação direta do sol. Exigência que foi atendida com a construção das fachadas compostas de membranas perfuradas compósitas, de poliéster e PVC, instaladas com um sistema de tensionamento de alta tecnologia, capaz de resistir às cargas elevadas. A membrana Soltis FT 381, da empresa francesa Serge Ferrari, é um produto especialmente desenvolvido para fachadas microclimáticas. Já o sistema de tensionamento Facid, que a TensoFace produz e distribui com exclusividade no Brasil, foi criado na Alemanha pela EPS Profiled Solutions. Muito difundido na Europa, ele entrou primeiro nos Estados Unidos com a SingComp, grande produtora de sistemas de tensionamento, para depois certificar a TensoFace como produtora exclusiva no Brasil. 

Executada em 46 dias, a fachada microclimática da Arena de Juventude é constituída por tecidos de grandes dimensões. São 18 partes de tecido de 5 x 10 metros na fachada leste, e 9 partes de 22 x 5 metros na fachada oeste. A instalação dessas peças exigiu exato controle e precisa informação da influência dos ventos, pois a execução somente seria possível com velocidades de ventos inferiores a 15 km/h, durante cada processo de instalação. Para atender a essas condicionantes, foram utilizados equipamentos elevatórios de longo alcance, que permitiram atingir alturas de até 20 metros em total segurança. » Também graças ao uso dessas plataformas elevatórias, as duas fachadas foram instaladas ao mesmo tempo em que equipes de outras empresas, finalizavam a obra sem que suas atividades tivessem que ser interrompidas.

Antes de serem fixados na estrutura metálica de suporte, os perfis foram previamente revestidos com fitas de PVC, coladas em suas bases, para evitar a corrosão galvânica. Nesta etapa de instalação dos perfis, foram utilizadas peças chamadas “sargentos”, que têm a função de fazer o alinhamento para facilitar o processo de furação. Os parafusos autoperfurantes empregados são compostos de aço inox, na cabeça e na parte superior da rosca, e aço carbono na broca e no início da rosca. Tal configuração facilitou a perfuração, fixando os perfis pelo aço inox e impedindo a corrosão atmosférica.

Após a instalação dos perfis, foram tomadas as medidas para preparo e corte dos tecidos, feitos com a membrana Soltis FT 381. Na sequência, todo o perímetro de cada seção das membranas recebeu grampos, colocados à pressão, preparando as peças para serem inseridas dentro dos perfis. Os grampos foram pressionados com o uso de ferramentas manuais. Um sistema de cremalheira nos perfis permitiu que os grampos ficassem travados, ao alcançar o nível máximo de tensionamento. Tampas click sem parafusos, de 2,50 centímetros de largura, completaram o acabamento. Segundo Daniel Gargiulo, todas as peças – junção, marco perimetral e junção angular externa – foram produzidas no Brasil, sendo os perfis estruturais em alumínio natural liga 6063 T-6.

Composta de poliéster revestido por PVC, a membrana Soltis é produzida segundo a tecnologia Précontraint, que consiste em pré-tensionar o suporte de poliéster nos dois sentidos, durante todo o ciclo de fabricação. Esse pré-tensionamento, segundo o diretor da Tensoface, aumenta significativamente a longevidade do produto » (estabilidade e durabilidade contínua por mais de 20 anos), proporcionando alta resistência à deformação (estabilidade dimensional) e proteção reforçada dos fios contra as agressões externas, além de facilitar a manutenção graças à superfície mais lisa. As membranas têm tratamento contra raios UV, mofo e fogo, sendo autoextinguíveis em menos de cinco segundos, conforme exigências das normas internacionais. São resistentes aos impactos e aguentam fortes cargas de vento.

Apesar da elevada resistência, essa membrana é leve – pesa 550 g/m² -, enquanto o peso da membrana junto ao sistema Facid pode variar entre três e cinco kg/ m². “O sistema Facid foi escolhido, principalmente, por permitir um perfeito tensionamento em grandes dimensões com alto padrão de acabamento”, diz Gargiulo. Composto de perfis e grampos de alumínio, o sistema detém tecnologia que permite, ao mesmo tempo, fixar as membranas e regular o nível de tensionamento. Desse modo, é possível promover o alinhamento e a estabilidade com precisão e garantir tensão permanente, principalmente em fases de dilatação e retração das membranas, causadas pela ação de intempéries como vento, chuva e variações de temperatura.

Um dos diferenciais da tecnologia Facid, é que permite que as membranas sejam removidas e montadas novamente, possibilitando a renovação estética da fachada sem a desmontagem dos perfis instalados. Também, a criação de configurações em grande escala, com formas variáveis, inclusive tridimensionais. O diretor da Tensoface conta que a rápida montagem do sistema permitiu que a empresa conseguisse antecipar a entrega da obra há 14 dias da data prevista.

 

Fonte:

Arco

 

Saiba como pode ocorrer o reparo de pontes e viadutos em apenas dias

 

Reparo acelerado

Um novo processo de fixação de colunas danificadas de pontes e viadutos consegue resolver em alguns dias um problema que hoje exige a interrupção das vias por meses.

Sejam causadas por um acidente, deslizamento de terra ou terremoto, a quebra ou fragmentação de colunas é um processo crítico que não obedece a critérios de urgência.

Isto pode mudar com o trabalho da equipe do professor Chris Pantelides, da Universidade de Utah, nos EUA, que desenvolveu um novo processo de fixação de colunas que pode ser feito em poucos dias. Read More

Paredes que geram energia

Já pensou em ter uma parede bonita e cheia de plantas? E se essa parede gerasse energia?

Parece coisa de filme futurista, mas isso já existe. A estudante do IAAC (Institute for Advanced Architecture of Catalonia), Elena Mitrofanova, em parceria com o bioquímico Paolo Bombelli, criou uma proposta para um sistema de fachada que utiliza o poder gerador de eletricidade natural das plantas. Ele consiste em uma série de “tijolos” modulares ocos de argila que contém musgos. O sistema emprega os recentes avanços científicos no campo biofotovoltaico (BPV) e seria mais barato para produzir, auto reparador, auto replicante, biodegradável e muito mais sustentável que a energia fotovoltaica padrão.

1 Read More

Produção enxuta: Os princípios do Sistema Last Planner de controle da produção

Desde meados dos anos 90, novas formas de estruturar o processo de planejamento e controle da produção (PCP) vêm sendo adotadas na indústria da construção, com base em conceitos e princípios provenientes do chamado paradigma da Produção Enxuta. Dentre as várias abordagens, merece destaque o Sistema Last Planner de controle da produção, cuja implementação em diferentes países, inclusive no Brasil, vem sendo amplamente reportada e discutida nos congressos anuais do IGLC (International Group for Lean Construction).

Resultado de imagem para last planner

O Last Planner foi originalmente desenvolvido por dois americanos, Glenn Ballard e Gregory Howell, ambos vinculados ao Lean Construction Institute dos EUA, mas tem sofrido muitas contribuições para a sua evolução tanto por acadêmicos como por profissionais da indústria.

Tal como se observa em outros países, várias das empresas brasileiras que se destacam na gestão da produção são aquelas que tiveram capacidade de entender e adaptar as ideias da Produção Enxuta para o contexto da construção civil.

De fato, uma das principais dificuldades enfrentadas para a implementação do Last Planner é a falta de compreensão por parte dos principais envolvidos no planejamento e controle da produção dos conceitos e princípios fundamentais de gestão da produção. Read More

Utilização de sistemas acústicos na localização de fugas em redes de distribuição de água

Utilização de sistemas acústicos na localização de fugas em redes de distribuição de água

O Departamento de Engenharia Civil, Tecnologias da Construção e Ambiente da Universidade de Concordia, no Canadá, criou um inovador sistema que utiliza o som para detectar fugas de água em sistemas de abastecimento público.

Estima-se que, em média, 30% da água potável que circula em sistemas de distribuição de água é perdida em fugas devido a imperfeições e degradação das tubagens, ligações e equipamentos. Read More

Uma análise sobre inspeção predial

Resultado de imagem para inspeção predial

A inspeção predial está relacionada à manutenção de prédios públicos e privados, a fim de garantir a segurança dos espaços para a sociedade. Conhecida como a medicina preventiva da engenharia civil, a inspeção tornou-se comum no Brasil em meados da década de 1990, o que fez com que a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (IBAPE), além de outros órgãos, criassem documentos para guiar a prática dessa técnica no país. Esse trabalho se justifica pela necessidade de haver um controle da saúde das construções para evitar acidentes. No Brasil, vários casos de construções envolvidas em desastre devido a problemas na estrutura já foram noticiados, o que possivelmente poderiam ter sido evitados com um trabalho de análise e reparo periódicos das mesmas.

Várias cidades brasileiras possuem suas próprias leis e decretos de inspeção predial, a exemplo de Fortaleza, no Ceará. A capital cearense regulamentou o decreto nº 13.616, em 23 de junho de 2015, após um acidente envolvendo a varanda de um condomínio residencial na zona nobre da cidade. A partir de 2017, a Prefeitura iniciará a fiscalização dos prédios da cidade, obrigando-os a ter uma avaliação feita por profissionais, que assegurem a segurança das instalações. Tal lei segue as indicações da Norma de Inspeção Predial do IBAPE, que nos dá uma boa noção de como é regida uma inspeção predial. No entanto, o que se observa ainda na maior parte do país é que poucos edifícios possuem esse tipo de serviço implantado de acordo com o que indicam as normas existentes.

De início, vale destacar que apenas engenheiros e arquitetos registrados em seus Conselhos Regionais e com qualificação comprovada podem realizar esse tipo de trabalho. Dessa forma, a inspeção predial mostra-se um trabalho altamente multidisciplinar, que pode envolver diferentes níveis de profundidade no estudo.

Mas, afinal, como funciona a metodologia de uma inspeção predial? A seguir, há uma análise da metodologia empregada, segundo a Norma do IBAPE – São Paulo, de 2011:

1º) Determinação do nível e tipo de inspeção.

A inspeção pode ser de diferentes níveis, dependendo da complexidade do caso. São eles:

Nível 1: Identificação das anomalias e falhas aparentes.

Nível 2: Utilizam-se equipamentos e/ou aparelhos que ajudam na identificação de anomalias e falhas, além de fazer análises de documentos técnicos específicos do objeto de estudo.

Nível 3: É uma inspeção do nível 2 acrescida de uma auditoria técnica conjunta ou isolada de aspectos técnicos, de uso ou de manutenção predial empregada no empreendimento, além de orientações para a melhoria e ajuste dos procedimentos existentes no plano de manutenção.

2º) Verificação da documentação, dentre eles Regimento Interno do Condomínio, IPTU, Alvará de funcionamento, cadastro no sistema de limpeza urbana, contas de consumo de água, energia elétrica, gás, entre outros, projetos executivo, de estruturas e de instalações prediais, instalações hidráulico-sanitárias, de gás, elétricas etc.

3º) Inspeção dos tópicos da listagem de verificação, que é a lista dos componentes e dos equipamentos dos variados sistemas construtivos da obra que deverão ser analisado pelos inspetores. Tal lista é proporcional à importância, à complexidade e ao tipo de edificação.

4º) Classificação das anomalias e das falhas. Aqui entra uma das mais importantes análises da inspeção predial, pois envolve as possíveis patologias encontradas na obra. Pode haver anomalias e falhas. As anomalias são classificadas em endógenas, exógenas naturais e funcionais. Já as falhas podem ser de planejamento, de execução, operacionais ou gerenciais.

5º) Classificação do grau de risco. Ela deve ser fundamentada de acordo com os níveis e os limites da inspeção predial realizada. Os riscos podem ser: crítico – aquele que, por exemplo, pode provocar danos contra à saúde e segurança das pessoas e/ou meio ambiente; regular – aquele que pode provocar a perda de funcionalidade sem prejuízo à operação direta de sistemas, perda pontual de desempenho; mínimo – relativo a pequenos prejuízos à estética ou atividade programável e planejada.

6º) Recomendações gerais e de sustentabilidade, abrangendo o uso racional de recursos naturais, a preservação do conforto e segurança de usuários etc. Indica-se também todos os dados administrativos, de gestão e outros que possam favorecer a melhor habitabilidade da edificação.

Esses são os tópicos gerais que regem a maioria das inspeções prediais, mas cada caso tem suas próprias peculiaridades, que devem ser analisadas individualmente. A quantidade de patologias existentes exige dos profissionais um conhecimento bem abrangente sobre os possíveis casos que possam acometer as construções. Dessa forma, percebemos a importância de haver cuidados de precaução com as construções em todas as cidades, por isso a necessidade de haver leis para reger essa necessidade.

Para saber mais:

Patologias das construções

Inspeção predial na engenharia diagnóstica

Inspeção predial na prática

Fontes:

Normas de inspeção – IBAPE

 

Engenharia Civil e o Meio Ambiente: Edifícios que ajudam a despoluir o ar

Na atualidade, um dos principais desafios da Engenharia Civil é a busca incessante pela união entre progresso e sustentabilidade. Nesse sentido, diversas tecnologias vêm sendo desenvolvidas com o intuito de contribuir com a preservação do meio ambiente. Dentre esses avanços tecnológicos, surgem os edifícios que ajudam a combater a poluição atmosférica. Veja abaixo alguns exemplos dessa novidade:

Hyper Filter Skyscraper – Rússia

O projeto que pode ajudar a diminuir o impacto ambiental no planeta foi criado pelo arquiteto russo Umarov Alexey. Trata-se de um edifício que absorve gases poluentes e devolve oxigênio para a atmosfera.

hyper-filter-skyscraper3

O projeto chamado Hyper Filter Skyscraper, é uma construção revestida com uma camada exterior formada por tubos e filtros. Este sistema permite ao prédio desempenhar função semelhante à respiração humana, porém com sentido inverso. O Hyper Filter filtra dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa e, após alguns processo químicos, devolve oxigênio para o ar.

Os produtos resultantes do processo de “limpeza” do ar são armazenados em pequenos reservatórios para serem usados em outras construções e na indústria química.

Pallazo Italia – Itália

O espetacular edifício Palazzo Italia em Milão é uma máquina de comer a poluição atmosférica. Ele realmente consome a poluição e a leva do ar através de sua pele biodinâmica incrivelmente projetada.

O revestimento do edifício sinuoso branco é altamente inovador e sustentável. A fachada, de 9.000 metros quadrados, foi realizada com 900 painéis de concreto biodinâmicos desenvolvidos pela Italcementi. A sua tecnologia Activo TX capta a poluição do ar quando o material de invólucro entra em contato com a luz, que em seguida, se transforma em sais inertes, reduzindo os níveis de poluentes no ambiente. Cada painel exterior do Palazzo Italia, produzido com tecnologia Styl-Comp, é único, e o próprio edifício está líquido de zero de energia, o que significa que, graças à ampla utilização da equipe de design de vidro fotovoltaica e revestimento de concreto fotocatalítico, a estrutura é capaz de cobrir suas necessidades energéticas de forma autônoma.

smog eating building milan, world expo 2015, palazzo italia, nemesi studio, milan expo 2015, Palazzo Italia, Italian pavilion, net-zero energy, biodynamic architecture, green design, sustainable design, eco-design, Italy, Milan

 

Fonte:

Engenharia é

Inhabitat

Alemanha terá o maior complexo residencial sustentável do mundo

Resultado de imagem para Alemanha terá o maior complexo residencial sustentável do mundo

Já está em fase de construção o maior complexo de casas passivas de mundo. Situado na cidade alemã de Heidelberg, o empreendimento vai ter 162 apartamentos equipados com painéis solares em grande quantidade, enormes jardins verticais e paredes que transformam a poluição atmosférica em oxigênio.

Com o tamanho de um campo de futebol, o Heildelberg Village foi projetado pelo atelier alemão Frey Achitekten com o objetivo de ser uma obra exemplar de eficiência energética, fazendo uso de vários princípios da arquitetura bioclimática.

Para ser considerada uma casa passiva, os edifícios podem usar apenas pequenas quantidades de energia para o controle de temperaturas do complexo, algo particularmente difícil de alcançar no gélido Inverno alemão. Mas o desafio foi superado neste caso, uma vez que as casas nunca irão usar mais de 15 kWh em gastos energéticos. Uma enorme mudança, tendo em conta os habituais 100 a 300 kWh gastos num apartamento convencional.

Painéis solares instalados no telhado de um prédio já são uma solução energética frequente nos dias que correrem. A diferença aqui está no facto de também terem sido instalado estes “geradores de energia” na fachada do prédio, conseguindo-se assim uma significativa redução no gasto energético: “Como conseguimos criar sombra com os painéis solares, estes ganharam uma dupla função: produção constante de energia e arrefecimento da temperatura no Verão”, explica Wolfgang Frey, presidente da Frey Architekten.

O complexo foi igualmente pensado para ser o mais “respirável” possível. Se há uns anos atrás se acreditava que para um edifício ser altamente eficiente as janelas não podiam abrir, hoje parece uma “ideia estúpida usar dispositivos elétricos para fazer a circulação do ar durante todo o ano. Que desperdício de energia!”, exclama Wolfgang Frey. Em adição, sistemas de ventilação inteligentes adaptam-se automaticamente às necessidades reais dos moradores, garantindo-se assim a eficiência energética do complexo.

Lá fora, o edifício está coberto de plantas em enormes jardins verticais, tanto para o controle térmico do edifício, como para uma melhoria significativa da qualidade do ar. Também a tinta utilizada tem uma função “eco-friendly”: foi adicionado titânio à cor das paredes, que vai transformar a poluição atmosférica em oxigênio e nitratos inofensivos. “É um processo natural, que não requer qualquer uso de energia externa”, explica Frey.

Este projeto almeja ser muito mais que um simples complexo de apartamentos. Há todo um conceito de partilha sustentável com a natureza, onde ecologia, economia, inovação e rentabilidade são parte de uma equação de futuro.  O Heidelberg Village deverá estar pronto no início de 2017.

Resultado de imagem para Alemanha terá o maior complexo residencial sustentável do mundo

Fonte:

Green Savers

Estruturas em Aço

aco-1

aco-2

Desde as primeiras pontes metálicas até os mais modernos edifícios comerciais e residenciais, o aço tem sido utilizado cada vez mais na construção civil a partir do século XVIII, possibilitando soluções arrojadas e eficientes para inúmeros tipos de obra.

De fato, o uso do aço na construção dos mais diversos tipos de estruturas, principalmente, daquelas em que o material é aparente, trouxe, logo no início,  a ideia de modernidade e inovação, renovando as expressões arquitetônicas vigentes. A Torre Eiffel, por exemplo, construída em 1889 em Paris, é uma das estruturas metálicas que surpreenderam o mundo, sendo formada por 18.000 peças, totalizando 1.700 toneladas de aço em um ícone de 300 metros de altura que, até hoje, atrai viajantes de todo o mundo para a França. Outra construção com sistema estrutural metálico extremamente conhecida mundialmente é o edifício Empire State Building, situado em Nova Iorque. Construído em 1931, tem 102 andares, totalizando 380 metros de altura.

Em contrapartida, o visual estético moderno e marcante é apenas um dos inúmeros motivos para que a construção civil seja o maior mercado para os produtores mundiais de aço. Dentre as inúmeras as vantagens na utilização desse material em sistemas construtivos, estão a racionalização da mão de obra e dos materiais, a redução do tempo de construção e o aumento da produtividade.

Desse modo, os processos de fabricação de estruturas metálicas têm se aperfeiçoado, e sua qualidade é garantida por meio das certificações ISO 9001 e ISO 14001. Assim, o uso do aço urge como uma alternativa viável e segura para a construção de edifícios, residências, pontes, passarelas, viadutos, postos de gasolina, supermercados, aeroportos, ginásios esportivos, torres de transmissão, etc.

aco-6

aco-5

aco-7

Vantagens no uso do aço

Como foi citado, o sistema construtivo em aço apresenta inúmeras vantagens sobre o sistema construtivo convencional, dentre elas estão:

  • Alívio de carga nas fundações

Sabe-se que, em estruturas de concreto, por exemplo, cerca de 60% da carga suportada é do peso próprio da estrutura, o que torna a estrutura metálica vantajosa, visto que essa é bem mais leve e, assim, pode reduzir em até 30% o custo destinado às fundações.

  • Redução do tempo da obra

O uso de estruturas de aço pode reduzir em até 40% o tempo de execução quando comparado com os processos convencionais, devido ao fato de serem usadas peças pré-fabricadas, à possibilidade de se trabalhar em diversas frentes de serviço simultaneamente, à diminuição de fôrmas e escoramentos e a uma maior independência em relação aos fatores climáticos.

  • Facilidades no canteiro de obras

Em construções convencionais, há a necessidade de grandes depósitos de areia, brita, cimento, madeiras e ferragens no canteiro de obras, o que não acontece nas construções com estruturas metálicas, visto que elas são totalmente pré-fabricadas. Assim, há uma maior organização e limpeza do canteiro, além de reduzir a geração de entulhos e de garantir maior segurança aos trabalhadores, diminuindo o número de acidentes decorrentes desses problemas.

  • Racionalização de materiais e de mão-de-obra

Em uma construção convencional, o desperdício de materiais pode chegar a 25% em peso. Em contrapartida, a estrutura metálica permite que esse desperdício seja sensivelmente reduzido, devido à adoção de sistemas industrializados.

  • Maior garantia de qualidade

Por ser uma estrutura pré-fabricada, sua produção ocorre sob um rígido controle existente durante todo o processo industrial, com utilização de uma mão-de-obra altamente qualificada, o que dá ao cliente a garantia de uma obra com qualidade superior.

  • Reciclabilidade

Cerca de 84% de uma construção em aço é reciclável.

Desvantagens no uso do aço

  • Custo

Dependendo do tipo e do planejamento de uma obra, a construção em aço pode custar mais caro do que uma estrutura de concreto equivalente.

  • Mão-de-obra qualificada

As estruturas metálicas exigem, para fabricação e para execução, uma mão-de-obra mais especializada que as estruturas convencionais.

  • Viabiliza apenas elementos lineares

O uso do aço torna viável a fabricação apenas de elementos lineares, permitindo a formação de vigas, pilares e treliças, por exemplo. Para a construção de lajes, a estrutura metálica terá que ser associada ao concreto.

  • Limitação do mercado

A utilização de estruturas metálicas, muitas vezes, se torna limitada devido à dificuldade para encontrar determinados tipos e perfis de aço. Em algumas regiões do Brasil, por exemplo, não há a tradição de utilizar esse tipo de estrutura.

Falsos mitos sobre o uso do aço

  • A estrutura metálica não tem durabilidade pois o aço “enferruja”

A ideia de que não se pode construir estruturas de aço em locais próximos à praia ou em quaisquer lugares com condições climáticas não favoráveis, devido à possibilidade de o aço enferrujar, é, na verdade, bem atrasada. Atualmente, existem diversos mecanismos, como pinturas especiais, que evitam a corrosão e tornam as estruturas metálicas seguras e estáveis. A durabilidade de uma edificação, contudo, vai depender da correta especificação do material, da execução da obra, do uso compatível com o projeto e da manutenção adequada.

  • O aço é muito caro

É importante ressaltar que, para se comparar o custo dos dois (aço e concreto), não se pode levar em conta apenas o material, mas é preciso ter o cuidado de considerar o sistema construtivo como um todo. A estrutura metálica, mesmo que, inicialmente, com um maior custo, tem a vantagem econômica de poder ser reaproveitada, visto que o aço tem valor até como sucata.

  • O aço “amolece” em caso de incêndio

É importante ressaltar que tanto o aço como o concreto perdem resistência quando submetidos a altas temperaturas. A diferença é que o concreto possui uma maior inércia térmica que o aço. Pelo gráfico abaixo, pode-se, inclusive, perceber que, até certa temperatura, o concreto perde uma porcentagem maior de resistência que o aço.

aco-8

 

Fonte: 

Metalica